domingo, 27 de março de 2011

Saudade!

Saudade de um irmão que mora longe, que a tanto tempo não vejo =/.
Saudade de uma brincadeira da infância, que me fazia tão feliz por boeira.

Saudade de minha mãe que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade, onde ja visitei e por mim ficaria por la minha vida toda.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade que mais dói é a saudade de quem se ama.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se elae continua chorando.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ele tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ele continua abraçando tão bem;
se ele continua amando;
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como conter as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a
todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ele está mais belo.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que
você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

(Martha Medeiros)

A  Saudade que nunca acaba

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